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7.1.15

Resenha: Eleanor & Park (Rainbow Rowell)



Eleanor e Park é uma história diferente de qualquer outra que eu já li. É um livro apaixonante e viciante, que te faz querer ler sem parar até o final!

Eu amo livros de romance, mas esse eu achei diferentemente especial pela simplicidade e realidade da história, é uma daquelas histórias de primeiro amor, que são intensas, loucas, sinceras e verdadeiras! <





Assumo que o comentário do John Green foi um dos motivos de eu comprar o livro.

Os capítulos são intercalados entre os pontos de vista de Eleanor e de Park e eu acho isso maravilhoso, principalmente quando aparecem aqueles capítulos em que eles resumem em apenas um parágrafo o momento, e podemos perceber o quanto existe amor e sintonia entre os dois.

Eles são adolescentes e provavelmente o primeiro amor um do outro, e como dizem por ai: Primeiro amor a gente nunca esquece (E eu estou com o meu até hoje, e pra sempre! <3), porque é quando descobrimos o que é realmente amar, abraçar, segurar a mão, sentir friozinho na barriga e ficar ansioso por estar junto, e essas sensações e emoções são vividas em cada capítulo pelos dois personagens (É lindo de ver!).



Mas ao mesmo tempo em que é uma linda história de amor, é um drama comovente, onde Eleanor passa por vários problemas: Ridicularizada na escola pelos outros pelo fato de ser diferente (Uma menina grande, ruiva e que gosta de usar roupas bem estranhas), um padrasto que não gosta dela e vive ameaçando-a e que maltrata sua mãe, vive em uma casa pequena e divide o quarto com mais três irmãos, passa por vários problemas em casa (falta de comida, roupas e até mesmo amor fraterno) e além de tudo precisa esconder seu romance de sua família porque seu padrasto não aceitaria de forma alguma.

Já Park é um garoto normal, oriental, não é “popular” mas também não é ridicularizado na escola, tem uma família tecnicamente equilibrada e normal, mas entende tudo o que Eleanor passa e está sempre ao lado dela.



O livro é regado com muita música e histórias de super-heróis, que são as duas coisas que os aproximaram. De completos estranhos que dividiam o banco do ônibus para a escola eles se tornaram amigos, e os amigos acabaram se apaixonando! Park não via mais Eleanor como a menina estranha sentada ao seu lado, ele com toda certeza a amava, e Eleanor não o via mais como o nerd dos gibis e fones de ouvido, ela também o amava!


O que torna a história tão apaixonante é o fato de eles não serem nem um pouco perfeitos (física ou psicologicamente), mas se tornam perfeitos um para o outro ao decorrer dos dias!



Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.”



E pra fechar com chave de ouro, andei pesquisando e vi que o livro vai virar filme, começa a ser gravado esse ano e o roteiro será escrito pela própria Rainbow Rowell! Não podia ser melhor minha gente!!!!

Espero que vocês tenham gostado e que queiram ler o livro! Já leu? Então comenta aí o que achou da história! 

26.11.14

Resenha Critica: "Se eu ficar" e "Pra onde ela foi"


Talvez você esteja se perguntando: “como assim uma resenha aqui? E ainda mais uma resenha critica?” É, o GM não é um blog literário, mas vocês já devem suspeitar do meu amor por leituras e livros, afinal uma pessoa que escreve e que pretende ser uma escritora, certamente tem que gostar muito de ler, não é? Se ela quer que as pessoas leiam suas coisas, ela tem que ler as coisas de outras pessoas também.

O titulo desse post pode ser de certa forma intrigante, eu não vou falar mal sobre “Se eu ficar” e muito menos de “Pra onde ela foi”, criticas não são apenas ruins e construtivas, acredito eu, acho que pode ser uma critica elogiatória (acabei de inventar isso, rs), na verdade, eu não encontrei outro titulo para isso aqui, achei que apenas “resenha” era muito cru para o que eu quero trazer para esse post. Sei que ficará extenso, mas se você chegou até aqui, não deixe de terminar, garanto que não vá se arrepender, e isso não é por mim, e sim por Gayle Formann (escritora dos livros).


ATENÇÃO: pode haver pequenos spoilers de ambos os livros.

 Aposto que você pensou: “mais uma resenha sobre esse livro”, mas essa é diferente das que você já leu, o livro e o filme podem estar se tornando um clichê (ops acho que estou pensando que nem Gayle), mas não deixe de ler apenas por isso, se está tendo toda essa repercussão é porque é realmente envolvente, dou a vocês minha palavra de crente.

Não vou dar a vocês um resumo da história, nem uma daquelas resenhas com introdução, argumento um e dois e conclusão, que contém os pontos positivos e negativos de um livro/filme, apesar de ser isso uma resenha. Vou contar a vocês o que eu senti lendo esses dois livros, e os motivos porque vocês também devem ler, como e porque me envolveram tanto.


Motivo 1 de eu ter gostado tanto:
Me identifiquei muito com a Mia, não eu não fã de música clássica, nem toco violoncelo e nem perdi minha família (ainda bem). Mas a música clássica é para Mia o que os livros são para mim, e o violoncelo para ela, o papel e a caneta para mim. O Adam com a guitarra é como o Bruno (meu nam(orando)) com a guitarra dele. E a Kim é a espécie de amiga que todas desejamos ter, é o tipo de amiga que eu espero ser.


Motivo 2:
No “se eu ficar” existe duas Mias, Como assim Lare? Bem, existe a Mia antes e a depois do acidente, a Mia que tem a família feliz e o melhor namorado, e a Mia confusa, que não sabe se vai ou se fica. Mas não pense que isso é um problema, essa coisa do livro ir para o passado e voltar para o presente não o torna nenhum pouco confuso, e sim mais envolvente.


Motivo 3:
Na minha trajetória de vida, sempre fui uma leitora voraz, apensar de quase não ter nenhum livro (triste vida), costumo dizer que sou pessoa que mais gosta de ler que menos tem livros, é que nunca deu sabe? Mas eu sempre fui uma frequentadora das bibliotecas das escolas que estudei, devorei todos os livros que julguei interessante da biblioteca da minha atual escola, e depois que isso aconteceu – até antes na verdade, li livros que minhas amigas e amigos me emprestavam, então tenho um currículo bem extenso de “Já lidos”, e posso dizer pra vocês com toda a convicção do mundo que não li nenhum livro mais envolvente que esse.


Você consegue sentir o que está escrito, tanto no “se eu ficar” com a narração de mia, mas principalmente no “pra onde ela foi” com a narração de Adam. Ambos os livros são intensos - chorei no final do primeiro -, mas o segundo supera, chorei praticamente o livro todo (as pessoas que me conhecem sabem que não é difícil me fazer chorar, mas mesmo assim), você sente o que Adam sente, e isso é sem explicação. Eu amo isso, se um dia eu consegui realmente escrever um livro, eu quero escrever desse jeito, esse jeito de fazer as pessoas sentirem o que o personagem está sentindo, é isso que tento fazer com meus textos.

Esses são aqueles tipos de livros que você não consegue parar de ler, mas ao mesmo tempo não quer chegar ao final para não acabar. É o tipo de livro que te faz mudar a visão da sua vida, não consigo explicar o porquê, só sei que ele faz esse tipo de coisa. Quando terminei de ler (li os dois em quatro dias), o sentimento que tinha no meu coração além de inexplicável era: “eu preciso escrever sobre isso”, e nunca aconteceu antes, nos outros livros eu ficava: “eu preciso escrever um livro”, e sabe? Nunca deu certo hahaha.


Agora vou ser sincera: O final de “se eu ficar” é extremamente irritante, por quê? Porque simplesmente te faz ter uma sede que só é controlada ao começar a ler o “pra onde ela foi”. Quero tranqüilizar vocês quanto ao final: Ele é estupidamente perfeito. A maioria dos livros que li – se não todos – eu sempre tive a sensação de final não sendo o final, eu sempre pensava: “não pera, não pode ter acabado, e o que aconteceu com fulando? Isso não é realmente um fim, não pode ser, eu teria feito diferente e melhor”, desculpa outros escritores, mas sim, sempre penso assim na maioria dos livros que leio, por isso que nunca faço resenhas, porque todas eu falaria que faria o final diferente, e isso é chato né? Mas foi diferente agora, eu não mudaria nada, eu não mudaria uma vírgula, acabou como deveria acabar, foi o fim que eu daria.

Eu poderia falar muito mais sobre como esses livros são ótimos, e o que significaram para mim, mas eu ficaria aqui até amanhã e provavelmente falaria mais do que deveria, se é que já não fiz isso. Mas o que eu quero saber agora é o que vocês acharam. Me contem nos comentários!

imagens: niina secrets